Trocar Dívidas mais cara por Dívida mais barata

clientes e mutuários de empréstimos podem trocar dívidas de um banco com juros mais alto por uma dívida em outro banco com juros mais barato

Trocar dívidas ou não trocar? Ter dívidas pode causar sérios problemas nas finanças de uma família, se a dívida for contratada sem os devidos cuidados, sem uma análise dos rendimentos, sem uma consulta de possiblidades melhores, sem uma pesquisa detalhada das taxas e condições em outros bancos e financeiras, enfim, se não houver planejamento, uma dívida pode causar até a falência de um cidadão.

Atualmente quem possui dívidas de crédito relacionadas com empréstimo pessoal, financiamentos de bens ou veículos e crédito imobiliário podem trocar a dívida de um banco com taxa de juros alta por uma dívida em outro banco com juros mais barato. Por muito tempo os mutuários tiveram problemas com trocas de dívidas, o processo era meio por debaixo dos panos, o mutuário tinha que pegar o boleto de quitação de uma instituição “A” para a instituição “B” pagar, era comum algumas solicitações virarem até casos de polícia.
Trocar Dívidas mais cara por Dívida mais barata

Atualmente a coisa é meio diferente, o governo tem colaborado bastante para que a “portabilidade de crédito”, de empréstimos e financiamentos saíam da falta de regulamentação ou ilegalidade e seja uma operação financeira dentro de regras e direitos. Porque isso? Claro que ninguém quer perder um cliente para o concorrente, e nesse jogo é comum as instituições desenvolverem dispositivos e métodos não muito ortodoxos para evitar a fuga de seus clientes.

No empréstimo consignado a troca de dívidas já acontece a muito tempo mesmo sem a regulamentação de nenhum órgão, porém isso causou um problema de superendividamento de aposentados, pensionistas do INSS e principalmente de funcionários públicos, que viam na renovação de empréstimo a chance de conseguir um pouco de dinheiro extra. No final os único beneficido eram a Promotora de Crédito e o Corretor de Empréstimo, que lucravam com a comissão da operação.

Com o empréstimo imobiliário está sendo diferente, sem dúvida é uma operação de crédito que envolve montantes mais expressivos e uma eliminação de burocratica mais complexa, por sorte o Governo teve um olhar mais atento para essa modalidade. Quem têm um empréstimo imobiliário com juro alto em de banco poderá trocar por outro banco que oferece juros menores, e para isso, o mutuário não será punido com multas, encargos, taxas e impostos.

O Governo quer regulamentar uma lei que desobriga o mutuário de fazer um novo registro do imóvel ao trocar uma dívida cara por uma dívida mais barata, ou seja, trocar de credor. A idéia é conceber mecanismos para a realização de uma “averbação” da mudança, caso isso realmente seja aprovado, o mutuário será beneficiado com até 60% a menos com gastos de um novo registro.

O projeto demorou um pouco para sair, mais provavelmente ainda este mês a lei seja regulamentada pelo Conselho Monetário, será necessário a criação de regras específicas para evitar a concorrência predatória como o canibalismo de clientes e financiamentos. Também está em discussão a proposta do banco “B” que vai receber o empréstimo imobiliário pagar ao “banco A” instituição originadora do empréstimo uma parte dos custos que ela teve captar e conceder o empréstimo em negociação.

Para trocar dívidas mais cara para um banco com juros menores, o valor das parcelas mensais e o saldo devedor do bem diminuem. Porém, para não trocar seis por meia dúzia, o mutuário deve pesquisar, analisar, fazer simulações de operações em várias insituições antes concluir qualquer negócio, avalie se realmente é vantagem, uma vez que irão existir o pagamento de novas taxas e custos de trasferencias etc.

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